Águas Cristalinas

Autoria : Joaquim F. Baptista
Neuss - Alemanha - 30.11.2002

 

 

Lago da vida, como se chama,

Chorando por ti, quem te ama,

Lago da vida sinto-me só,

Quero-te muito sem ter dó

Quero ser o teu farol

Para iluminar o teu caminho,

Teu caminho é meu caminho,

De mão dada vamos indo

 

Sonhar é tão bom quando se ama

Com forte chama, se agarramos os nossos sentimentos.

Águas quentes, torrentes de sal,

Tu viraste o amor como tu querias sentir

Neste desabafo de evitar de falar,

Pior que nada é o silencio presenciado,

Perguntar o que falar, o que escutar,

São dores de aflição imagináveis

 

Tudo parece um sonho longo

Sem ter a certeza quando terminar,

Pois tu evitas falar e eu evito escutar

Pois não nos queremos magoar

Oh amor que tão longe estás

E dia para dia teu afastamento se notará,

Não posso fazer nada contra esta corrente,

Lago da vida onde estás?

 

Do lago da vida nasceu uma Sereia

Pois foi minha princesa, meu sonho na areia,

Rebentou um grande amor

Que duração não demorou

Olhando para o Sol, olhando para a lua,

Tudo parece estranho, tudo parece calado

Nos montes da ribeira onde o lago da vida se desmoronou,

Tu Sereia, que eras minha, me abandonou

 

Nem de repente nem depressa,

Pois o tempo passa sem se dar por ele

Silêncio que doi, silêncio que abafa,

Sereia minha tu desengatas

Relacionamento quase perdido

Pois, sem querer, muito abatido,

Tua consciencia te diz que não pode ser assim

E eu fico a perguntar-me porque não posso ser feliz?

 

 

 

Envie para seu amigo/a

Se gostou desta poesia e deseja
enviar para seus amigos clique no logo
JFB. Obrigado por visitar este site.

 

Produzido por JFB © 2003 Todos os direitos reservados. All rights reserved.